Como funciona a homeopatia?

Atualizado em: 15 de abril, 2024 |Autoconhecimento

Como funciona a homeopatia?

Quando começamos a conhecer como funciona a homeopatia, tudo pode parecer algo “mágico”. Porém, esse método terapêutico possui mais de 200 anos de estudos, experimentações e aplicação clínica e seu uso vem sendo ampliado no Brasil e em todo o mundo.

No Brasil, a Homeopatia é reconhecida e regulamentada pelas instituições médicas, CFM e AMB (Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira) desde a década de 1970, como especialidade médica. Atualmente, a Homeopatia já integra muitos serviços de saúde pública no âmbito municipal, sendo oferecida à população brasileira por meio do Programa Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do SUS.

Afinal, a base dessa Medicina é fortalecer os recursos intrínsecos de cura do organismo, atuando a seu favor. Com isso, fortalece seus próprios mecanismos regenerativos, agindo tanto na prevenção quanto na cura de enfermidades, não focando apenas na doença ou em sintomas, mas promovendo cuidado à saúde do ser humano de forma integral

Sabe-se que, além do diagnóstico patológico, que é fundamental, o médico deve priorizar a percepção e a compreensão do doente em primeiro lugar. O ser humano que está em desequilíbrio na sua energia vital, entra em sofrimento, adoece física, emocional e mentalmente como consequência desse sofrimento, expressando-o em sinais e sintomas que traduzem a identidade e a forma de reagir e de adoecer daquele organismo.

Sendo assim, é essencial a observação dos fatores desencadeantes, atenuantes ou agravantes do quadro sintomático. Saber como surgiu e evoluiu esse processo de adoecimento e observar como cada organismo reage individualmente às adversidades internas e externas, é importante para que se possa atuar não só nas consequências desse adoecer, mas na sua origem. 

Dessa forma, o médico homeopata poderá atuar também na remoção das causas de desequilíbrio do sujeito. Então, é possível obter melhores resultados, tanto na cura dos sintomas como da enfermidade propriamente dita, promovendo o fortalecimento da saúde do paciente de forma integral.

O início de tudo 

Conceitos homeopáticos já existiam desde a Grécia Antiga, mas o marco principal da história se deu em 1796, com o médico alemão Christian Frederich Samuel Hahnemann, que lançou a Homeopatia como nova terapêutica médica. Em seus estudos, ele resgatou o conceito antigo e já proposto por Hipócrates, do princípio de cura pela “Lei do Semelhante” ou “Similia Similibus Curantur”.

Essa lei de cura se confirma quando se utiliza uma dada substância capaz de provocar alterações de uma determinada ordem num organismo. Para melhor compreensão, apresentamos o exemplo de experimentação realizada e descrita pelo próprio Hahnemann, quando observou os sintomas aflorados pelo uso de Quinino em muitas pessoas. 

Elas reagiam com um quadro sintomatológico semelhante à Malária, com febre intermitente e alternando calor com sudorese profusa e calafrios com tremores e fraqueza geral. Então, usou o Quinino em pacientes com malária, curando-os pelo princípio da semelhança, isto é, o Quinino que é capaz de provocar os sintomas da Malária, pode curá-la.

Dessa forma, o objetivo do médico homeopata, é conhecer, observar e entender a saúde da pessoa em todos os âmbitos: físico, mental, social e cultural. É a partir dessa percepção global que será definida a formulação terapêutica mais adequada para aquele paciente. 

Portanto, em Homeopatia, não existe “receita de bolo”, ou seja, uma formulação padrão para um determinado conjunto de sinais e sintomas ou uma doença, sem ser levada em conta a natureza própria do organismo em questão. Para entender como funciona a homeopatia, é preciso ter em mente que cada pessoa é única e cada tratamento também será.

Como funciona a homeopatia e seus princípios?

Esse método terapêutico é guiado por alguns princípios que ajudam a entender melhor o tratamento homeopático. Confira os quatro fundamentais:

  1. Lei do Semelhante;
  2. Experimentação no Homem São;
  3. Medicamento único;
  4. Doses infinitesimais ou não substanciais.

Como citado anteriormente de maneira mais detalhada, a Lei do Semelhante parte da ideia de que “semelhante cura semelhante”, isto é, uma substância que causa um dado desconforto em uma pessoa saudável pode aliviar os mesmos incômodos em alguém que os apresenta quando já doente.

Assim sendo, de uma forma genérica, aquela substância que pode provocar uma dor de cabeça, acompanhada de um estado de alerta vigil e hipersensibilidade aos estímulos externos e que impede dormir, como a exemplo da cafeína, quando administrada em doses pequenas ou homeopáticas a um o paciente com esses mesmos sintomas, surgidos de forma espontânea, fará com que esse desconforto seja amenizado ou curado.

Experimentação no Homem Sadio 

A experimentação no homem são envolve os testes feitos com as substâncias medicinais em pessoas saudáveis, a fim de verificar os sintomas produzidos por elas. 

 Em decorrência da observação da Lei do Semelhante, infere-se que essas mesmas substâncias são capazes de curar essas desordens, quando observadas como doenças surgidas de forma natural. 

Medicamento único

Cada organismo é único e se comporta, reage e se expressa segundo sua identidade única, como cada substância e cada ser da natureza. Sendo assim, esse organismo necessitará de uma substância que seja o mais parecida possível com a sua identidade, como uma imagem em espelho. 

O medicamento homeopático deverá corresponder à natureza do organismo em questão o mais perfeitamente possível. Isso é percebido através dos sintomas que a doença produzirá em cada doente, de forma única, expressando-se em todos os âmbitos do ser, desde o físico, o emocional, racional e até energético. E é a totalidade dessa expressão que deve ser percebida pelo médico homeopata em seu paciente, para buscar nos medicamentos homeopáticos, que hoje são milhares, o mais semelhante possível a ele.

Por isso, afirma-se que nenhum tratamento homeopático pode ser utilizado para várias pessoas. É um equívoco replicar o tratamento que foi eficaz em uma pessoa, para a outra porque tem a mesma doença, ou até os mesmos sintomas, sem que o médico homeopata faça sua ampla e profunda avaliação de todo o contexto do adoecer daquela pessoa, para estabelecer o diagnóstico homeopático correto. 

Como funciona a homeopatia com doses mínimas?

Essa é a característica mais conhecida do tratamento homeopático: as microdoses. Os medicamentos homeopáticos são advindos dos três reinos da natureza. 

Do reino mineral, temos como exemplos a Magnesia carbonica, o Sulphur, o Aurum e até o Mercurius; do reino vegetal, a Nux vomica, o Lycopodium ou a Thuya; e do reino animal, alguns venenos como os de cobra, de aranha, do ferrão da abelha ou dos leites, como Lac caninum, Lac felinum, Lac defloratum, entre outros. Diferentemente da medicina alopática, ou convencional, são administrados em doses muito atenuadas, preparadas através dos processos de diluição e/ou trituração da substância ativa, em uma mistura de água e álcool, seguida de dinamização da mesma. 

Esse processo de diluição e agitação progressivas, chamado dinamização, consiste em bater com o fundo do frasco, que contém a solução diluída, contra um anteparo firme, porém elástico. Ao repetir isso por diversas vezes, provoca o choque desse líquido a uma dada velocidade contra o fundo do frasco, gerando uma ativação energética dessas partículas. Isso potencializa a ação da substância ativa que as compõem, resultando na dinamização progressiva a cada novo processo de diluição e sucussão, diminuindo sua toxicidade, pela diminuição da quantidade de substância ativa, e aumentando o seu poder curativo pelo incremento energético da dinamização.

É esse processo de dinamização do medicamento homeopático que confere o seu potencial de ação curativo no organismo doente, sendo capaz de promover a cura de doenças agudas, crônicas, disfuncionais e até lesionais, em poucas doses e sem causar danos ou efeitos colaterais ao organismo.

As condições aliviadas com a homeopatia

Para continuar com o aprendizado de como funciona a homeopatia, saiba que ela pode ser utilizada tanto para doenças físicas quanto para transtornos psicológicos. Como exemplos:

  • alergias e alterações imunitárias, da deficiência às respostas autoimunes;
  • inflamações agudas, recorrentes ou crônicas, como amigdalites, otites, sinusites, bronquites, vaginites e cistites, dermatites;
  • dores crônicas como enxaquecas, fibromialgias, cólicas, dismenorreia, mastalgia;
  • dores musculares, articulares, ósseas ou viscerais, agudas, crônicas ou recorrentes;
  • distúrbios gastrointestinais como gastrite, cólicas, diarreia ou prisão de ventre;
  • doenças disabsortivas, intolerâncias alimentares ou deficiências nutricionais;
  • ansiedade aguda ou crônica, agitação, dispersão ou hiperatividade, improdutividade;
  • pânico, paralisação ou lentidão de desenvolvimento geral, pessoal ou mesmo profissional;
  • insônia e outros distúrbios do sono;
  • depressão, distúrbios do humor, transtornos psicoafetivos;
  • estresse crônico; entre outros.

Como é o atendimento?

A menos que se trate de uma queixa aguda ou súbita, ou mesmo traumática, não espere uma consulta rápida, quando buscamos um tratamento homeopático. O especialista irá analisar cada detalhe da sua saúde

  • o seu histórico pessoal e familiar;
  • os fatores desencadeantes, agravantes e atenuantes dos sintomas ou da doença em questão, tanto físicos quanto emocionais; 
  • seus hábitos de vida, desde alimentação, atividade física, atividade profissional, relacionamentos, traumas e sofrimentos psíquicos;
  • enfim, tudo o que impacta no seu bem-estar geral.

Afinal, o cuidado destinado ao indivíduo no tratamento homeopático deve ser integral, não apenas focado no órgão ou no sistema orgânico ou psíquico que apresenta um problema e sim em todo o contexto do sujeito e do seu corpo. O acompanhamento no decorrer do tempo é essencial, a fim de perceber como o organismo responde ao medicamento e às demais abordagens terapêuticas, para ir ajustando até a melhor harmonização e equilíbrio da energia vital possível, que se traduz em saúde integral.

É importante esclarecer que nem sempre chegamos ao diagnóstico numa primeira consulta, ou em poucos encontros, especialmente nos casos crônicos em que o organismo já percorreu longos caminhos no seu adoecer, aprofundando e complexificando a enfermidade. Nesses casos, observamos uma evolução semelhante ao descascar de uma cebola, e vamos retirando camada por camada, progressivamente até chegar no núcleo do desequilíbrio vital e, então, poderemos curar.

O mais interessante nesse processo é o aprendizado do paciente em se observar, em se perceber ao surgir cada sintoma ou adoecer, a que é sensível ou suscetível. Isso é válido tanto do ponto de vista físico (frio, calor, umidade),quanto a alimentos ou condimentos, estresses emocionais, entre outros. Ver como reage a cada um deles, desenvolvendo uma autopercepção acurada de sua natureza e do que se passa em seu corpo, mente e espírito. 

Quando acompanhada por um médico que a observa, escuta e a percebe em todo o seu ser, de forma aberta, sem críticas ou julgamentos, a pessoa também aprende a se acolher como é, na sua natureza mais verdadeira, com suas qualidades, habilidades e limitações. Então, conseguirá se respeitar mais apropriadamente e estenderá essa atitude aos demais, e isso é de grande benefício para a saúde e o crescimento pessoal.

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Dra. Angela Augusta Lanner Vieira

CRM/RS 9565 Médica homeopata e mediadora de vivências terapêuticas voltadas para a cura integral

Dra. Sissi Diva Lanner
Diretora Técnica Médica 
CRM/SC 9926 | RQE 4379

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